POBO DO NORTE:O Pobo Mais Forte
quinta-feira, julho 31, 2003
 
ARMANDO - A gazela incompreendida

O prometido é devido: para a imensa multidão que faz da dita figura um modelo de vida, aqui fica o perfil técnico-táctico-psicológico-emocional desse grande artista da bola que é Armando Miguel Correia de Sá ou, para os entendidos, apenas ARMANDO.

Armando é, no Benfica de hoje, um jogador perfeitamente enquadrado na imagem corporativa da instituição: é grande (1,82 metros) mas não é grande coisa; é internacional, mas por Moçambique (selecção que, como é sabido, entra sempre para vencer, contando com inúmeras presenças nos Mundiais); é um craque, mas ninguém percebe porquê.

Tendo iniciado o seu percurso nesse clube de grande dimensão europeia que dá pelo nome de Vilafranquense, Armando jogou apenas 2 jogos na sua 1ª época (ambos na Taça de Portugal) mas marcou 2 golos. Tendo o glorioso emblema subido à  2ª B, Armando subiu com ele e tomou conta do seu lugar no 11 principal, tendo alinhado em 31 jogos e marcado 1 golo. Apesar deste sucesso, Armando, que ainda hoje é um incompreendido, foi jogar para a 3ª Divisão nas duas épocas que se seguiram, alinhando por grandes clubes europeus de renome paroquial como foram os casos do Bragança e do Vila Real. No 1º destes só curtiu banco; no 2º, lá o deixaram jogar para a Taça por 5 ocasiões.

Mas o sucesso viria inexplicavelmente bater-lhe à  porta no Rio Ave, onde durante 3 épocas jogou na equipa principal, disputando a atenção dos adeptos com esses mitos do futebol vila-condense que dão pelos nomes de Niquinha, Peu e China. Já nessa altura, com o patinho feio Carlos Brito como treinador, Armando corria veloz pelas alas (mais a direita que a contrária), fintando-se a si mesmo e aos adversários e centrando milimetricamente para lá da linha de fundo. Enfim, o Benfica já deveria ter, como agora se diz, o dito jogador "referenciado", uma vez que, se o tivessem adquirido mais cedo, teria feito as delí­cias de portistas, sportinguistas e outros anti-lampiões, isto é, de todos os que adoram ver o SLB a enterrar-se. Estarão porventura a imaginar uma defesa tão homogénea como a formada pelo Paulo Madeira, o Paredão, o Rojas e o Armando?!!!!!!!!!!!!!!

Por fim, o céu da Luz, mas antes Armando iria evidenciar-se no Braga, alternando com o mí­tico Zé Nuno Azevedo na lateral direita e prosseguindo o seu longo histiorial de fífias, bolas para a bancada e remates para a bandeirola de canto. Enfim, já tinha o perfil essencial para jogar no Benfica. Por este motivo, quando os vermelhos acertaram na primeira contratação decente dos últimos dez anos, resolveram também respeitar a tradição do clube e manter a mediocridade geral do plantel, fortemente afectada pela classe de Tiago, e lá trouxeram como brinde o nosso amado Armando.

Desde então, entre ameaças de dispensa e crónicas faltas de dinheiro e olhos na cara para arranjar um defesa direito em condições, Armando tem passeado as suas limitações pelos relvados portugueses, disputando com JMP e Cristiano o tí­tulo de jogador que mais vezes enterrou o Benfica numa só época. O momento alto desta verdadeira vedeta do futebol mundial e extra-gláctico foi registado em pleno estádio das Antas, na época 2001/02, numa derrota que só ficou em 3-2 porque alinhava no ataque portista esse grande amigo dos Guarda-.redes contrários chamado Pena.

Esse momento, que ficará para a posteridade futebolística de Armando, ficou marcado pelo número infindável de vezes em que Cãndido Costa ganhou em corrida à  "gazela da Luz" e a sentou, finta após finta, no sagrado relvado portista. Apesar do tangencial 3-2, nenhum adepto azul e branco estava preocupado, pois Armando sossegava os portistas: o seu posto não era o corredor direito do Benfica; naquele lado do terreno, qualquer jogador do FCP sabia que estava um defesa compreensivo, afável, trengo e terno, que se deixava humilhar em cada simulação, isto é, bola que fosse para o lado do Armando era meio golo da equipa contrária. Memorável. Por tudo isto, Armando ficará para sempre um dos mais amados jogadores do Benfica e o preferido da claque Super Dragões.

Bem haja e que o Camacho deixe jogar este simpático trengo, que tantas alegrias tem ainda para dar ao Colectivo e à  Juve leo.

Em breve, neste BLOG, a verdadeira história de Argel...
segunda-feira, julho 28, 2003
 
É o oitavo nome avançado pela comunicação social para ocupar o lugar de zagueiro-canhoto no Benfica. Chama-se Gustavo Nery. Eu aposto que vamos chegar aos 11 nomes e, assim, poder formar uma equipa completa de pretendentes a esse posto tão dignamente representado pelo Cristiano.
sexta-feira, julho 25, 2003
 
A saga benfiquista do zagueiro-canhoto tomou conta, definitivamente, das conversas de café sobre o nosso futebol. Após largas horas de esforço consegui compilar todos os nomes que foram, são e poderão voltar a ser potenciais concorrentes do Cristiano:

Júnior (duas épocas consecutivas)
Gilberto
Kléber
Atouba
Tchato
Sorín (duas épocas consecutivas)
Domi

A lista está em aberto. Entretanto, um emissário do FC Porto propôs o empréstimo de Hugo Luz ao clube da Luz. O objectivo dos portistas era fazer rodar o lateral-esquerdo numa equipa com ambições a estar presente nas competições da Uefa. No entanto, o negócio esbarrou na ameaça do presidente do Gil Vicente em recorrer aos tribunais. Pobodonorte foi falar com João Magalhães. Agastado com toda esta situação, o timoneiro dos galos de barcelos acusou: "Vamos até onde for preciso! Já não é a primeira vez que somos visados pelas tentativas soezes por parte do Benfica de denegrir o nosso clube. É por causa deste tipo de atoardas que o futebol em Portugal está como está. Somos humildes e pequeninos, mas não somos parvos!"
quarta-feira, julho 23, 2003
 
Quem é quem no SLB 2003-04, 1º Capítulo

Pois é, o início da época futeboleira está a chegar e com ela o fim da nobre saga do jornal O Balão do Lampião que, na sua busca incessante do lateral esquerdo, do craque, da estrela, enfim, do guarda-redes que foge do SLB como quem tem medo da cruz, parece o Marco a correr atrás da mãe na dolorosa série dos ano 80, que começava sempre assim: "Era um Porto italiano, onde vivia o nosso amigo Marco", blá, blá, blá.... Um dia virá em que alguém conseguirá fazer desta nobre e prolongada agonia uma série de animação ainda mais deprimente e a canção do genérico será mais ou menos isto:

Era um clube Lusitano
Onde jogava o nosso amigos Simão, bem no meio dos marretas
Ele acorda muito cedo para ajudar o seu triste clube
Mas um dia a tristeza chega ao seu coração, a braçadeira tem de partir, cruzando o campo, para a defesa


O resto, bem, o resto fica para Nicholson escrever e a NBP produzir. Eu fico por aqui.

Quanto a este capítulo, serve apenas de introdução. Doravante, e até ao início das hostilidades, prometo analisar com imparcialidade, isenção e profundo sentido de independência (tal como o jornal A Bola) todos os membros do plantel do Benfica, com particular destaque para os que se propõem repetir as façanhas dos últimos anos durante época que se avizinha. O primeiro alvo da minha análise será esse mestre da argolada e da corrida em falso que dá pelo nome de Armando Sá...
segunda-feira, julho 21, 2003
 
Está um dia lindo e a mulher da limpeza chegou à hora certa. Estão, pois, criadas as condições para fazermos um exercício de memória e elaborarmos uma espécie de all-star de "flops" benfiquistas dos últimos 10 anos. Ao mesmo tempo, é nosso objectivo dar conta do paradeiro de tão ilustres craques.

Ora então, na baliza, temos o único jogador ainda em actividade no clube. Chama-se Bossio e pelo modo como continua a sair-se aos cruzamentos, o lugar será seu por muitos anos. As suas actuações até calafrios provocam ao mais enregelado adepto siberiano (que os há também, sim senhor). Consta que o único benfiquista que gosta dele é o jornalista José Manuel Delgado. Todos os outros preferiam o Ricardo.

A defesa conta com dois laterais que fizeram história. O primeiro merece destaque não tanto pelo que jogava (que era quase nada), mas por um nome que deu azo aos mais variados trocadilhos (o pudor coíbe-nos de os reproduzir). Chamava-se Gbenga Samuel Okunowo. Veio do Barcelona de Van Gaal e terá sido a resposta catalã à contratação bombástica de Secretário pelo Real Madrid. No Benfica, logo se destacou por não conseguir fazer um passe correcto com mais de dois metros. A última vez que Pobodonorte soube do paradeiro de Okunowo, estava o nigeriano a treinar à experiência no Hammarby (Suécia), depois de mais um empréstimo mal sucedido ao Ionikos (Grécia).

Do outro lado da defesa benfiquista, sentimos alguma dificuldade em escolher entre Alejandro Escalona e Ricardo Rojas. Optámos pelo inefável Rojas, pois, este, pelo menos, preocupava-se com a bola. Ainda assim, a falta de aptidão do paraguaio para o futebol levou-o a saltar de posição em posição no 11 benfiquista ao longo da época. O jornal A Bola chamava-lhe "polivalente". Da sua passagem pelo Benfica, ficou-nos na retina um jogo no Estádio das Antas, em que foi obrigado - segundo consta, já que no balneário todos se recusaram a desempenhar tal tarefa - a marcar Deco. No momento, acaba de sagrar-se campeão argentino pelo River Plate. Quanto a Escalona, e só para satisfazer a curiosidade dos fãs, joga no Everton (do Chile, claro).

Chegamos aos centrais. A escolha foi, mais uma vez, difícil. Os ilustres contemplados são brasileiros e dão pelos nomes de King e Paulão. King quer dizer rei em inglês, mas na realidade o defesa, que tinha feito carreira no Farense, não passava de um mero vassalo dos avançados adversários, tais as mordomias que lhes concedia. Uma curiosidade: quem o levou para o Benfica foi um treinador conhecido por Rei Artur e que o colocava a jogar a maioria das vezes a defesa-direito. Devanir Ferreira King jogou a última época no Ionikos (Grécia).

Paulão era um brasileiro que, quando fosse crescido, gostava de ser o Aloísio. As fífias foram tantas que o pobre rapaz saiu do clube sem fama, nem glória. Ainda hoje, poucos benfiquistas se lembram dele. Pobodonorte vasculhou, vasculhou, mas nada conseguiu saber do seu paradeiro.

No miolo, as coisas foram ainda mais complicadas dada a quantidade de "flops" que o Benfica acumulou ao longo dos anos. Comecemos por um brasileiro chamado Jamir e que A Bola tratou, desde o início, de colocar nos píncaros (como sempre faz com qualquer reforço benfiquista). Ele era o "futebol pensado do brasileiro", o "futebol geométrico que faltava ao Benfica", o "dono de um senhor remate". Tudo eram elogios (mas só nos teinos). Os homens bem se esforçavam, mas o insuspeito adepto, que tem olhos de ver, deparava-se com um jogador lento que até metia dó, e cujas acções mais arriscadas eram uns fantásticos passes para o lado e para trás. Na última época, Jamir jogou na Portuguesa de Desportos (Brasil).

Para formar dupla terrível com Jamir, quem melhor do que o inglês Michael "Big Balls" Thomas? Um homem que enchia o campo, não com a arte de bem jogar futebol, mas com uma compleição física assinalável, em que assumia particular destaque uma barriguinha que fazia inveja ao maior apreciador da "bejeca". Michael Thomas sempre foi um incompreendido lá pelas bandas da Luz. Só o treinador Souness parecia gostar dele. E dos seus Big Balls, claro. Após uma saída litigiosa do Benfica (vá-se lá saber porquê), Thomas jogou no Wimbledon, mas mais uma vez as lesões e uma ou outra má prestação colocaram-no na lista de dispensas deste ano. Pobodonorte conseguiu saber que Michael espera uma oferta de um clube que o queira aceitar na função de treinador-jogador. Pode ser a alternativa a Camacho, em Dezembro.

Destacado para a direita do ataque, temos o holandês Gaston Taument, um jogador de quem sempre se disse muito bem, já dos tempos do Feyenoord, e eu nunca percebi bem porquê. Foi preciso ele vir para o Benfica para se concluir que afinal se tratava de um jogador banal. O cabeludo Taument era o tipo de jogador "bola-p'ra-frente-e-toca-a-correr". Os limites do campo pouco importavam para o efeito. Depois do Benfica, Taument experimentou os campeonatos belga (Anderlecht), grego (OFI Creta) e austríaco (Rapid de Viena).

Do lado oposto, assim mais descaído para a esquerda, contamos com o chileno Crístian Uribe (que agora parece querer relançar a carreira europeia no Moreirense), um jogador habituado ao jogo tipo arrastadeira tão típico da América do Sul, e que assentou que nem uma luva no futebol benfiquista. A única coisa assinalável que lhe vimos fazer foi um golo de livre-directo a Peter Schmeichel, num jogo em que o Sporting eliminou o Benfica da Taça de Portugal (1-3, na época 99-00).

Para a frente, lembrámo-nos de Leónidas e Martin Pringle. A contratação do brasileiro fora o resultado da viagem à volta do mundo realizada por Toni, então o mister dos encarnados, na tentativa de melhorar o plantel e afastar de uma vez por todas o "voodoo" lançado por rei Artur ao clube. Leónidas foi encontrado no sempre exigente futebol russo (CSKA, Torpedo e Spartak de Moscovo, correu-os todos), e logo se dizia dele ser o jogador que estabilizaria o lado esquerdo do ataque do Benfica (órfão desde o mítico Pacheco). A realidade foi bem cruel e atirou o pobre Leónidas para a estabilidade do banco e, às vezes, nem isso.

O sueco Pringle – para além de ter nome de batatas fritas - nunca foi aquilo que quiseram fazer dele: a resposta benfiquista a Jardel (FC Porto). O jovem Martin era alto, esguio e leve. Tão leve que tinha alguma dificuldade com o domínio do esférico. As últimas notícias dão-no como tendo abandonado o futebol, com 32 anos, após arreliadora lesão (dupla fractura na perna) ao serviço do Grimsby Town (Inglaterra, 1st Division), no qual se encontrava emprestado pelo Charlton Athletic. Pobodonorte foi mais longe e conseguiu mesmo saber que Pringle tentou processar o Stockport County, clube onde militava Dave Challinor, o causador da lesão (este rapaz chegou mesmo a ser multado pelo seu próprio clube devido à natureza da entrada sobre Pringle)

E é assim que chegamos ao fim desta nossa aventura hercúlea de tentar compilar o melhor onze-flop benfiquista dos últimos 10 anos. Muitos outros craques morreram na praia e não conseguiram chegar aos onze eleito, mas terão sempre um lugar reservado no coração da família benfiquista.

Até breve.
domingo, julho 20, 2003
 
Oi, outra bez

O post anterior enquadra-se na política editorial de contrariar a tendência deste blog para escrever quase única e exclusivamente sobre o Benfica.

(Já agora, viram o tumulto que se seguiu à atribuição da Taça Latina? Alguns adeptos "caíram" em cima do pobre Hélder, que ainda ficou mais curvado do que já é, e não descansaram enquanto não lhe tiraram a taça das mãos. Outros dedicaram-se à arte do gamanço e algumas medalhas de participação "voaram". O speaker de serviço lá pediu aos fervorosos adeptos que devolvessem as ditas medalhas.)


 
Oi, pobo

Os campeões entraram a todo o gás na nova época e só um guarda-redes muito inspirado e uma equipa ultra-defensiva evitaram males maiores para os alemães. Um a zero, com golo da antiga glória benfiquista, Maniche, foi o resultado de um jogo em que, segundo rezam as crónicas, o FC Porto já evidenciou algumas das qualidades que fizeram dele, na última época, uma das melhores equipas do mundo (quiçá da europa ;-)): Pressão constante, velocidade nas combinações, meio-campo inventivo.

Deco não jogou por precaução (levou um toque no treino, mas nada de grave). Destaque para as boas exibições de Pedro Mendes e Ricardo Fernandes. Este parece estar a surpreender tudo e todos (até a si mesmo) pela excelente pré-época que está a realizar, confirmada no "apronto" (gosto muito desta palavra do "futebolês") de hoje, no qual actuou os 90 minutos.

sexta-feira, julho 18, 2003
 
Benfica Quiz!!!

Acerte nas opções correctas e ganhe um lugar anual no banco ao lado de Camacho!

1. Qual é o único clube português que tem um seu ex-presidente na prisão?

a) S.L.B.
b) Sport Lisboa e Benfica
c) Benfica

2. Qual é a ave que dá uma volta ao campo quando o Benfica joga em casa, pondo todos os benfiquistas em delírio?

a) Um pinto (não é o João Manuel)
b) Um papagaio
c) Algo parecido com uma águia, mas que na realidade ninguém sabe o que é

3. Qual o percurso europeu do futebol do Benfica nos últimos 10 anos?

a) Três Champions League (no CM4 do meu primo)
b) Foi de uma pobreza franciscana, tendo como ponto mais alto um jogo contra o Celta de Vigo
c) Foi sempre à Europa

4. Qual foi o último jogador a sair das camadas jovens do Benfica impondo-se com sucesso no futebol nacional?

a) Armando Sá
b) Zahovic
c) Maniche

5. Quem é o protótipo do verdadeiro "ser", "sentir" e "estar" benfiquista?

a) João Malheiro
b) Leonor Pinhão
c) João Manuel Pinto

Obrigado pela tua participação e... boa sorte!!!

Contigo, comigo e connosco faremos um Benfica à Benfica!
 
Oi

Hoje fui assolado por uma dúvida existencial. Por que é que, sempre que o Sporting contrata um jogador, há um cromo no aeroporto todo eufórico, de cachecol e camisola na mão aos berros, obrigando literalmente o pobre do jogador a pôr a indumentária verde-branca ainda que a sua cara seja de poucos amigos como foi o caso do Rochemback?

"Ah, ganda Rosquembeque!, ganda jogador! é assim mesmo! 'tás aqui para fazer a diferença! vamos lá vestir a camisolinha, pá és cá dos nossos!" E o pobre do homem, ainda com cara de quem acabou de acordar, lá vai esboçando um sorriso e pensando "Puxa vida, será que esse daí alguma vez me viu jogar no Barça? Será que sou assim tão bom?"


quarta-feira, julho 16, 2003
 
Oi, pobo

Li hoje que o Valdo, ex-glória do Benfica-que-ganhava-campeonatos-e-não-devia-nada-a-ninguém, anunciou o fim da sua carreira futebolística para Janeiro, mês em que completará 40 anos.

Eu acho que há um clube em Portugal capaz de o convencer a jogar mais uns tempos.

Cumps.
 
O FC Porto apresenta, para a época 2003/2004, cinco reforços: duas confirmações e três surpresas.

As confirmações

Benni McCarthy - O desejado ponta-de-lança, cuja contratação terá sido a que mais dores de cabeça deu na história recente do FC Porto. Agora que tudo está definido, espera-se que o sul-africano mantenha a qualidade que evidenciou quando por cá passou na era de Octávio. Titular indiscutível, pode ser o grande trunfo para resolver problemas de finalização que Hélder Postiga, por ser muito novo, evidenciava.

Pedro Mendes - Comparo-o ao Paulo Sousa dos bons velhos tempos. Um centro-campista completo, capaz de roubar bolas e construir jogo com igual facilidade. Elegante na forma de jogar, vai certamente discutir um lugar no onze. Gostei muito de o ver nas Antas, ao serviço do Vitória, onde demonstrou claramente ser o ponto de referência da equipa.

As surpresas

Bosingwa - A ideia que se tem deste jogador (e falo por mim, claro) é a de um polivalente. Pelo menos assim foi ao serviço do Boavista, onde ocupou posições como médio-defensivo, defesa-direito e médio-direito, pelo menos. Pode ser um jogador importante no colmatar de alguma lesão ou castigo de um colega, mas não se espera que seja titular. Mourinho apontou as suas qualidades: altura e velocidade (para além da polivalência)

Ricardo Fernandes - Não tenho uma noção muito clara de quem é, na realidade, Ricardo Fernandes e do que poderá trazer ao FC Porto. No Sporting foi utlizado poucas vezes, mas sempre que jogou fê-lo bem e o Sporting ganhou. Pelo menos assim dizia o comentador de TSF, Pedro Gomes, que não percebia por que Boloni dava tão poucas oportunidades a RF. Terá sido esta uma contratação somente para nos vermos livres de Clayton?

Serginho - Se a contratação de RF foi surpresa, que dizer então da de Serginho? Por muito que tenha jogado no Paços de Ferreira, este jogador falhou para todos os efeitos no Boavista. Na altura, a contratação mais cara de sempre dos axadrezados, Serginho foi pouco utilizado por Jaime Pacheco (este treinador parece ter aversão a jogadores que possam fazer a diferença dentro do plantel - vide caso Jocivalter - dando primazia aos jogadores-trabalhadores, para não dizer outra coisa). Agora surge no FC Porto. Só se espera que Mourinho tenha sobre ele o mesmo efeito que teve sobre Maniche.

Cumprimentos.

quinta-feira, julho 10, 2003
 
Atam, estam bozinhus? Hoije vou falare sem sutáque!

Continua a novela "O Simão que chora", em exibição no Canal "Bola", o canal que está para os lampiões como a TVI estava para a Igreja católica. Entretanto, emergiu um novo motivo de orgulho entre os desgraçados e que tem como suporte "a marca". Sim, "a marca" Benfica, não o jornal de Madrid.

Mas o que é "a marca"? É simples, embora um espírito que não embarque em euforias depois de uma dobradinha no Futesal tenha compreensíveis dificuldades em entender a coisa. Tanto quanto percebi, o novo ideal benfiquista não é ganhar títulos, vencer jogos ou sequer marcar golos. Por mais dívidas por pagar, presidentes na cadeia, estádios onde não se pode andar de pé e contratações que já foram mas já eram e talvez ainda sejam (o Júnior, o Ricardo, etc., etc.), o que vale a marca, "porque faz vender jornais (será que eles ganham algo com isso?), porque congrega 6 milhões de portugueses (e ninguém percebe porque é que se vê tanto cimento naqueles jogos!), enfim, porque ser grande é assim!

Deve ser isto que o LFV referia quando dizia que eles iriam ser o maior clube do mundo dentro de 3 anos (o último que disse algo parecido com isto conseguiu pelo menos o "dentro" e já lá está há quase 3 anos). O LFV é um tipo com muita visão: como sabe que com aquela cambada não vai ganhar coisa nenhuma, investiu na divulgação do mexerico de balneário, no escandalo financeiro e, se Deus o permitir, há-de coroar o seu percurso de glorificação pessoal na Cadeia de Vale de Judeus, no dia em que o clube dos 6 milhões se tornar a Fiorentina de Portugal. Deus te ajude homem!
 
Olá, pobo

Era só para dizer que o João Malheiro voltou a aparecer.


 
Olá, pobo

Ao longo das últimas décadas (sim, já não devemos apenas dizer "anos") tem-se dissertado sobre as diferenças entre o FC Porto e o Benfica no aspecto organizativo e profissional da coisa. A mística vem sempre à baila neste âmbito, pois em clube onde tudo é tratado com profissionalismo, discrição, e onde todos remam para o mesmo lado, ela, a mística (seja lá o que isso fôr), emerge naturalmente. É neste sentido que se enquadra a recente problemática da escolha do capitão dos "faltas-d'ar" (outrora conhecidos como d'arrasar). Meus amigos: seria isto possível no FC Porto? Façam lá um pequeno exercício de criatividade e imaginem o Jorge Costa amuado com o plantel por terem escolhido, hipoteticamente, o Vítor Baía para capitão. Eu não consigo imaginar.

Hoje ouvi na rádio que, durante um almoço com todo o plantel, Simão Sabrosa (também conhecido por Simulão Sabrosa) manteve uma postura bastante reservada (para ser optimista) e foi o único jogador que não posou para a foto de grupo que o dono do restaurante pediu. E não há ninguém que lhe pregue duas sardinhas na cara? Imaginem que até a mim, adepto confesso das confusões na Luz, isto está a fazer "espécie"!

O nosso FC Porto lá vai tentando, dentro dos possíveis, manter alguma discrição nos negócios e na formação do plantel. Hoje veio a lume o interesse num jovem do Rio Ave. O mais estranho disto tudo é que o jornal A Bola adianta o nome de um defesa-central chamado André Vilas-Boas e o Maisfutebol o do médio-esquerdo Miguelito. Para compor o ramalhete, note-se que há um André Vilas-Boas no departamento de observação do FC Porto, que é o puto, já elogiado pelo Mourinho, que trata de estatísticas e observação de jogadores e clubes. Bem, será apenas uma grande coincidência ou é uma argolada da boas da bíblia benfiquista?

Um abraço

Rabah Madjer
terça-feira, julho 01, 2003
 
Olá, Pobo

Parar as obras? Eu demolia era já o estádio e construía um novinho (acho que ainda há tempo). Ainda por cima o pessoal bate com a mona nos ferros (o FCP já não precisa de ir lá jogar para eles saírem do estádio com um grande melão). Deita-se abaixo. Eu acho que sim. Agora que o Fernando Aguiar vai regressar ao plantel, pede-se ajuda ao moço, que ele tem ar de quem percebe da coisa.

Boua continuaçom.

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